Saúde da mulher: a importância dos exames periódicos na prevenção de doenças
Veja quais deles devem ser feitos pelo menos uma vez por ano
Ir ao médico ao menos uma vez por ano não deve ser encarado como uma obrigação ou algo inconveniente, mas sim como um cuidado com sua saúde e uma prevenção de doenças no futuro.
“Mais do que tratar doenças, nosso foco é a prevenção. Sendo assim, a realização de exame físico de rotina e os exames de rastreamento são a melhor forma de detectar a enfermidade precocemente, com maior possibilidade de cura e com menor chance de complicações”, afirma a ginecologista Carolina Corsini.
A médica aponta quais exames – e por que motivo – a mulher deve realizar todos os anos:
- Colpocitologia Oncótica (Papanicolaou): é um exame de rastreamento do câncer de colo uterino – doença causada pelo vírus HPV, de transmissão sexual –, que pode ser prevenido através da detecção de lesões precursoras. Deve ser realizado anualmente, a partir do início da vida sexual;
- Mamografia: deve ser realizada anualmente, a partir dos 40 anos de idade, para mulheres sem fatores de risco para câncer de mama, ou a partir dos 35, para mulheres com fatores de risco – antecedente familiar. O objetivo é detectar precocemente os tumores do seio;
- Densitometria Óssea: avaliar a densidade mineral óssea, auxiliando o diagnóstico de osteoporose ou osteopenia. Deve ser realizado anualmente ou a cada 2 anos, dependendo do caso, a partir dos 50 anos ou após a menopausa.
Existem alguns exames complementares que o médico pode solicitar. “São muitos os motivos que levam o médico a pedir outros exames, mas, geralmente, esses visam esclarecer alguma alteração encontrada no exame físico da paciente ou como acessório de algum exame de rotina, como, por exemplo, solicitar um ultrassom de mama como complemento de uma mamografia”, explica Carolina.
Na hora de receber o exame, geralmente a curiosidade da paciente fala mais alto e ela o abre, sem a presença do médico. “Não existe nenhuma regra que proíba o paciente de visualizar um resultado de exame, já que é dele. Mas muitas vezes o desconhecimento de termos técnicos pode levar a falsos alarmes ou fazer acreditar que não há nenhuma alteração, quando na verdade ela existe”, diz a ginecologista. Por isso, é importante que um médico avalie os resultados.




