Judeus entram no Yom Kippur na tarde de 7 de outubro
Dia sagrado para eles é época de intensas orações, jejum e expiação dos pecados
O Yom Kippur é um dos dias mais importantes para os judeus. É o dia da expiação, de privilegiar a alma em detrimento do corpo. Tradicionalmente, é feito um jejum total de 25 horas e oração intensa, além de outros confortos dos quais eles abrem mão no período.
No calendário hebreu, começa no crepúsculo anterior ao décimo dia do mês de Tishrei, (que coincide com nosso setembro ou outubro), até o pôr-do-sol do dia seguinte. Em 2011, começa no final da tarde de 7 de outubro e vai até a mesma hora do dia 8.
A origem do costume consta do Antigo Testamento da Bíblia (Levítico 23:26-32): “Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR.
E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR vosso Deus.
Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.”
Há cinco proibições expressas para o dia do Yom Kippur:
- Comer ou beber (come-se só um pouco antes do entardecer da data);
- Usar calçados de couro (nenhum objeto feito com matéria-prima proveniente da morte de um animal);
- Relações físicas conjugais;
- Passar cosméticos e produtos como perfumes, cremes ou desodorantes;
- Tomar banho por prazer. Usa-se lavar somente o rosto e as mãos pela manhã, antes das orações.
Só estão isentas do jejum as mulheres grávidas (e as que deram à luz menos de 30 dias antes), crianças abaixo de 9 anos e pessoas gravemente doentes. O intuito das privações é dar prioridade à alma, lembrando que esta deve estar no comando, e não o corpo.
As orações são focadas nas confissões. Os judeus fazem uma lista de transgressões que cometeram contra Deus e outra das que cometeram contra os semelhantes, sejam erros voluntários ou involuntários. Por meio da expiação, busca-se melhorar a conduta pessoal.
Após o Yom Kippur, a atmosfera é de festa e alegria.
Olhar cristão
Embora conste do Antigo Testamento, a ordem de Deus foi dada a Moisés para ser transmitida a seu povo, referindo-se aos hebreus, costume mantido até hoje pelos judeus. Com a chegada de Jesus, as antigas leis deram lugar a novos costumes. Ele é o Messias, Deus em forma de carne, e trouxe a Boa Nova. Tudo mudou.
Os cristãos não estão sujeitos ao Yom Kippur. Para os judeus, Cristo é respeitado, mas não é tido como o Messias, que eles ainda esperam. Isso não quer dizer, de forma alguma, que não há motivos para que as boas relações entre os dois grupos não sejam cultivadas. Perante Deus, todos somos seus filhos, e devemos ser respeitados dessa forma. Aos cristãos resta respeitar o dia em que os judeus têm um contato mais específico com Deus.




